Método DeRose – Centro Cívico

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Várias formas de traçar o ÔM

Embora haja várias maneiras de grafar o ÔM, ele jamais poderá ter pontas ou ângulos. Seu desenho, conforme foi adotado na filosofia, deve ser totalmente curvilíneo.

Há dois conceitos paralelos. Um, é se o ÔM está correto. Outro, é se o traçado usado é o iniciático. Independentemente de estar utilizando ou não um traçado iniciático, ele pode estar correto. Pode estar correto pelas normas ortográficas, porém, profano em termos de geração de linhas de força. Se estiver potencializado pelas linhas de força, seu traçado torna-se ainda mais poderoso.

Na coluna da esquerda do quadro comparativo apresentamos algumas formas de traçar o ÔM. Na coluna da direita, algumas formas de traçar a letra a. Precisamos reconhecer que as diferenças entre um a e outro são bem maiores do que as diferenças entre um ÔM e outro. Podemos, então, considerar que todos estão ortograficamente corretos. No entanto, a letra a não é nenhuma daquelas estilizações. O traçado original e mais autêntico de um A latino é o que está na coluna do meio. Assim também, o traçado mais autêntico do ÔM é o que está na coluna do meio.

A questão seguinte é: qual ou quais desses traçados do ÔM é ou são iniciáticos? Noutras palavras, qual ou quais detêm mais poder pelas linhas de força corretamente traçadas? Os segredos desse traçado iniciático só são transmitidos de Mestre a discípulo num processo de iniciação.

Fonte: http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/om-om-aum-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/#_ftnref2

Tema do mês

ÔM (OM) (AUM) capítulo do livro Tratado de Yôga

ÔM 
é o símbolo universal do Yôga, para todo o mundo, todas as épo­cas e todos os ramos de Yôga. No entanto, cada Escola adota um tra­çado particular que passa a ser seu emblema. Uns são mais corretos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem tanto; e alguns são inici­áticos, outros, profanos. Isto pode ser percebido por um iniciado pela simples observação da caligrafia adotada, ou então prestando atenção no momento em que o símbolo é grafado.

Aquele desenho semelhante ao número 30 que aparece em quase todos os livros e entidades de Yôga é uma sílaba constituída por três letras: A, U e M (fonema au + m[1]). Pronuncia-se ÔM. Um erro comum aos que não conhecem Yôga é pronunciar as três letras “AUM”. Traçado em caracteres, é um yantra. Pronunciado, é um mantra. Há inúmeras maneiras de pronunciá-lo para se obter diferentes resultados físicos, energéticos, emocionais e outros.

ÔM não tem tradução. Apesar disso, os hindus o consideram como o próprio nome do Absoluto, seu corpo sonoro, devido à sua antiguidade e amplo espectro de efeitos colhidos por quem o vocaliza de forma certa, ou o visualiza com um traçado correto.

Se você pratica SwáSthya Yôga e identificou-se com o que expomos neste livro, sem dúvida você é dos nossos. Isso o autoriza a utilizar o nosso traçado do ÔM para concentrar-se e meditar, bem como a portar nossa medalha. Só não pode usar o ÔM antes da assinatura, como fa­zem os instrutores, enquanto não aprender a forma correta de traçar e enquanto não obtiver autorização do seu Mestre para incorporá-lo dessa maneira ao seu nome.

A cada livro que consulte ou entidade que você visite, notará que o ÔM difere ligeiramente. Os diferentes grafismos do ÔM originaram-se na caligrafia dos diversos Mestres. Cada pessoa tem sua caligrafia particular ao escrever seja lá o que for. O mesmo ocorre com o ÔM. A atitude dos discípulos é bem lógica. “Meu Mestre conhece mais do que eu. Se ele escreve assim, essa forma deve ser mais correta. Então, vou adotá-la.” Na verdade, tal processo é inconsciente, mas o fato é que praticamente todos os discípulos daquele Preceptor passam a traçar o ÔM de forma semelhante. Com o tempo, esse traçado acaba constituindo um emblema da respectiva Escola.

Outra curiosidade é que existe uma escrita curvilínea, utilizada em filosofia (no Yôga, no Sámkhya, no Vêdánta, no Tantra etc.), que parece ser mais antiga; e outra, tendendo a retilínea, que deve ser mais recente, a qual consta dos dicionários e gramáticas.

Os caracteres curvilíneos usados na filosofia para traçar o Ômkára parecem pertencer a um alfabeto ainda mais antigo que o dêvanágarí, utilizado para escrever o idioma sânscrito. Consultando um texto escrito em sânscrito, podemos notar que o alfabeto dêvanágarí é predominantemente retilíneo e que o próprio ÔM naquele alfabeto é escrito segundo essa tendência. Entretanto, saindo do domínio da gramática e da ortografia para o da filosofia, só encontramos o ÔM escrito de maneira diversa, com caracteres exclusivamente curvilíneos, o que demonstra sua identidade totalmente distinta. Isso também pode ser percebido na medalha do SwáSthya Yôga, cuja fotografia é reproduzida mais adiante, a qual possui algumas inscrições em sânscrito, em torno do ÔM.

A escrita curvilínea sugere origens numa sociedade matriarcal, mais sensível, sem pontas ou ângulos que pudessem ferir. Essa era a Civilização Dravídica ou Harappiana, de mais de 3000 a.C.

Já a escrita retilínea, mais dura, que lembra as lanças e as lâminas, tem coerência com a tradição patriarcal, guerreira, a Civilização Ariana, instaurada na Índia a partir de ±1500 a.C.

Notas: [1] O m, do ÔM, na verdade, não é letra m (não é a letra ma = m) e sim um acento de nasalização representado por um ponto (anuswára) acima da sílaba. Ocorreu que os ingleses, que colonizaram a Índia, não possuíam o acento correspondente à nasalização e na transliteração apelaram para o uso de uma letram final, a fim de obter efeito fonético semelhante. A partir daí, após séculos de utilização do m nas palavras onde deveria ser utilizado um acento, a própria pronúncia dos indianos foi-se modificando. A forma mais adequada de transliterar o ôm seria õ  e assim teria sido se os portugueses houvessem colonizado a Índia, pois o português é uma das raras línguas que possuem um signo de nasalização, o til (~).

Fonte: http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/om-om-aum-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/#_ftnref2

Tema do mês – As sete maneiras de vocalizar o ÔM

O mantra mais poderoso

Nas escrituras da Índia antiga, o ÔM é considerado como o mais poderoso de todos os mantras. Os outros são considerados aspectos do ÔM e o ÔM é a matriz dos demais mantras. É denominado mátriká mantra, ou mantra māter.

O ÔM é também o bíja-mantra do ájña chakra, isto é, o som-semente que desenvolve o centro de força situado entre as sobrancelhas, responsável pela meditação, intuição, inteligência, premonição e hiperestesia do pensamento. Por isso, é o mantra que produz melhores resultados para as práticas de concentração e meditação, bem como desperta um bom número de paranormalidades.

Sendo o mantra mais completo e equilibrado, sua vocalização não apresenta nenhum perigo nem contra-indicação. É estimulante, mas ao mesmo tempo aquietante, pois consiste numa vibração sáttwica[4], que contém em si tamas (-) e rajas (+) sublimados.

Quando traçado em caracteres antigos, ele se torna um símbolo gráfico denominado yantra. A especialidade que estuda a ciência de traçar os símbolos denomina-se Yantra Yôga. O ÔM pode ser traçado de diversas formas. Cada maneira de grafá-lo encerra determinada classe de efeitos e de características ou tendências filosóficas.

Cada linha de Yôga adota um desenho típico do ÔM que tenha a ver com os seus objetivos, o qual passa a constituir símbolo seu. Por essa razão, não se deve utilizar o traçado adotado por uma outra Escola: por uma questão de ética e também para evitar choque de egrégoras[5].

Ninguém pode negar que o ÔM seja um símbolo muito poderoso. Ele é forte pelo seu traçado yântrico em si, pela sua antiguidade, seus milhares de anos de impregnação no inconsciente coletivo, pelos bilhões de hindus que o usaram e veneraram, geração após geração, durante dezenas de séculos, desde muito antes de Cristo, antes de Buddha, antes da civilização européia existir e, durante esse tempo todo, toda essa gente fortaleceu a egrégora do ÔM!

Evidentemente, portando tal símbolo, estabelecemos sintonia com uma corrente de força, poder e energia que é uma das maiores, mais antigas e mais poderosas da Terra. Por isso, muita gente associa a ideia de proteção ao uso de uma medalha com o símbolo do ÔM. Embora sejamos obrigados a reconhecer certa classe de efeitos dessa ordem, achamos que tal não deve ser a justificativa para portar a medalha, pois, agindo assim, ficaríamos susceptíveis de descambar para o misticismo, com o qual a nossa linhagem de Yôga Antigo (Niríshwarasámkhya) não compactua. Deve-se usá-la de forma descontraída e se nos dá prazer, como faríamos com a insígnia da nosso clube, do nosso time ou da nossa universidade; devemos portá-la unicamente se estivermos identificados com o que ela significa e com a linhagem que representa. Não por superstição nem para auferir benefícios.

Sendo objetivo da nossa estirpe perpetuar a autenticidade do Yôga Ancestral, assumimos um desenho do yantra ÔM reproduzido fotograficamente de um texto antigo encontrado em Rishikêsh, nos Himálayas. Se você quiser seguir a nossa tradição, está autorizado a utilizá-lo, mas com a condição de que o reproduza fotograficamente ou escaneado, para não alterar sua minuciosa exatidão. Só não estará autorizado a usar o ÔM antes da sua assinatura, pois isso constitui privilégio dos que receberam a iniciação no ÔM pessoalmente do seu Mestre e aprenderam as diversas formas de traçá-lo e pronunciá-lo de acordo com os efeitos desejados. Só então, poderá incorporá-lo dessa forma ao seu nome.

Enquanto você não receber essa Iniciação, poderá utilizar o ÔM de três formas:

1. vocalizando-o da forma ensinada no CD da Prática Básica ou nas aulas do Curso Básico em vídeo;

2. mentalizando o yantra ÔM durante as suas práticas de yantra dhyána;

3. portando a medalha com o ÔM ao pescoço, mantendo sua vibração perto do vishuddha chakra, o centro de força da garganta.

Notas:

[4] Jamais escreva “satívica”, como consta em alguns livros de autor brasileiro, pois isso constitui demonstração de crassa ignorância semelhante à que ocorre ao grafar “adevogado” ou “píssicologia”.
Sattwa não possui letra i – nem letra alguma – entre o t e o w, portanto, não se pode tornar tônica a sílaba que não existe. Ocorrem aí dois fenômenos de deturpação linguística: epêntese, intercalação de uma sílaba onde ela não existe, e hiperbibasmo, o deslocamento de uma tônica, por erro de pronúncia, de uma sílaba para outra. O pior é quando essa outra nem existe!

[5] Desejando saber mais sobre egrégora, consulte o capítulo Karma.

Fonte: http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/om-om-aum-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/

Tema do mês – As sete maneiras de vocalizar o ÔM

Sete formas de vocalizar o ÔM

Há sete maneiras de emitir o ÔM. Não se consegue ensinar a pronúncia, a entonação, o timbre, através de livro. Portanto, as explanações que se seguem aqui constam apenas à guisa de registro. Devem servir para aguçar a curiosidade daquele que ainda não tiver recebido essa iniciação ou para recordação ao que já tiver tido esse privilégio.

As sete formas de pronunciar o pránava são as seguintes:

 

forma de pronunciar

efeito

1

Repetido ritmicamente a curtos intervalos.

(ôm-ôm-ôm-ôm-ôm-ôm-ôm-ôm-ôm-ôm-ôm…)

Induz à meditação.

2

Longo, repetido.

(ôôômmm – ôôômmm – ôôômmm – ôôômmm …)

Contribui para o desenvolvimento de paranormalidades.

3

Com reverberação da caixa craniana, mediante contração da glote. Estimula os chakras da cabeça (ájña e sahásrara chakra).

4

A mesma vocalização, só que com a boca fechada, como para reter a força e se insuflar de energia. Para se recarregar de força, naqueles momentos em que precisar de um reforço.

5

O contrário, expirar soprando o ar rapidamente, produzindo o som similar ao apito grave de um navio. Transmite sua energia a algum objeto ou pessoa, impregnando-a nele.

6

Vocalização com todos os fonemas (300 fonemas).

àaâòoôõùuûũmmmmm

Desenvolve todos os chakras, todos os siddhis e todos os corpos.

7

ÔM contínuo. Só é possível vocalizá-lo em grupo, para que o ÔM continue enquanto cada um toma fôlego. Constroi e/ou reforça a egrégora, conferindo ao praticante o poder gregário universal do Yôga.

Cada uma das formas de vocalização atua prioritariamente em um tipo de efeito, no entanto, contém em si todos os demais efeitos das outras seis maneiras de pronunciar o pránava[1].

Nota:

[1] Evite vocalizar o ÔM três vezes. O ÔM, como qualquer outro mantra, precisa ser vocalizado muitas vezes (ou durante muito tempo) para gerar o campo de força que produzirá seus efeitos por ressonância. Fazer o ÔM três vezes é coisa de ocidental leigo, que pronuncia o ÔM sem conhecer sua mecânica e o interpreta como um mero protocolo que precisa ser cumprido antes da meditação, mentalização ou prática de Yôga. Quem vocaliza três vezes, parece que pensa: “se é uma simples formalidade, vamos cumpri-la de uma vez e acabar logo com isso”. Como o número três é cheio de simbolismos, o leigo ocidental repete-o três vezes. Ora, três repetições não são suficientes para produzir seus poderosos efeitos. Em mais de 20 anos de viagens à Índia, escutei uma única vez um Mestre hindu pronunciar três vezes o ÔM: tratava-se de aula para um grupo de ocidentais! Certamente, o indiano sabia que os ocidentais adoram vocalizar o ÔM três vezes e quis agradá-los. Nunca antes, e nunca mais depois daquele dia, escutei um Guru pronunciá-lo apenas três vezes. Pronuncia-se o ÔM muitas vezes (geralmente em múltiplos de 9) ou de forma contínua ou, em casos específicos, uma só vez.

Fonte: http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/om-om-aum-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/

Tema do mês – Intuição – III

MEDITAÇÃO (DHYÁNA)

Meditação é uma palavra inconveniente para definir a prática chamada dhyána em sânscrito, já que essa técnica consiste em parar de pensar a fim de permitir que a consciência se expresse através de um canal mais sutil, que está acima da mente, mas o dicionário define meditar como pensar, refletir.

Na verdade, o termo dhyána pode ser usado tanto para designar o exercício de meditação, quanto o estado de consciência obtido com essa prática. Ela consiste em concentrar-se e não pensar em nada, não analisar o objeto da concentração, mas simplesmente pousar a mente nele até que ela se infiltre no objeto. “Quando o observador, o objeto observado e o ato da observação se fundem numa só coisa, isso é meditação”, dizem os Shástras. Portanto, o melhor termo em nossa língua para definir esse fenômeno é contemplação.

Por outro lado, não queremos alimentar o falso estereótipo popular de que os praticantes de Yôga sejam “contemplativos”. Assim sendo, essa palavra que melhor define dhyána torna-se inconveniente no momento atual.

Então, resta-nos uma outra designação. O estado de consciência que os britânicos do século XVIII arbitraram chamar de meditation é, na verdade, um tipo de intuição, ou seja, o mecanismo que possuímos para veicular a consciência, o qual está localizado acima do organismo mental. Intuição, todos já tivemos uma manifestação desse fenômeno, alguns mais outros menos. Trata-se de um canal que nos traz o conhecimento por via direta, sem a interferência do intelecto. Foi intuição aquele episódio familiar ou profissional no qual você sabia do fato, embora ninguém lhe tivesse dito, telefonado, escrito, telegrafado ou comunicado por meio racional algum. Simplesmente, você o sabia. Profissionalmente, academicamente, cientificamente, talvez você o tenha deixado passar por não dispor de um respaldo racional, uma do- cumentação, uma pesquisa, uma bibliografia… No entanto, se tivesse lançado mão daquele conhecimento intuicional, teria passado à frente da concorrência, teria feito uma grande descoberta científica muito além do seu tempo. Depois, bastaria procurar a documentação adequada, ou as estatísticas necessárias para fundamentar o que você já sabia – fundamentá-lo apenas para que os seus pares não pudessem questionar as suas fontes.

A intuição comum é como o flash de uma câmera fotográfica, só que não tem dimensão em termos de tempo. É um insight. Mas, sob treinamento, é possível desenvolver uma outra forma de intuição que se manifesta como o flash de uma filmadora, que acende e permanece aceso por um átimo. Chamamos a esse fenômeno intuição linear, quando conseguimos manter a intuição fluindo voluntariamente por um segundo inteiro – ou mais. Essa é a definição perfeita para o termo sânscrito dhyána.

Porém, não podemos usá-lo, já que ninguém saberia a que queríamos nos referir. Somos, portanto, obrigados a voltar para a opção inicial e utilizar mesmo o vocábulo meditação, pois, embora inexato, é aceito universalmente, inclusive na Índia.

Fonte: http://www.metododerose.org/blogdoderose/

Tema do mês – Intuição II

O QUE É DHYÁNA

Meditar é parar as ondas mentais, atente bem para o termo, ondas mentais, e não ondas cerebrais. Estas últimas continuam normalmente, só param quando o individuo morre. São os pensamentos que se cessam. Estabilizando a consciência em um só ponto, chega um momento em que a mente se satura e deixa de pensar, neste ponto o praticante tem um aumento de consciência. Ela passa a fluir por canais mais sutis e assim os níveis de consciência superiores são observados.

(…)

No processo de intuição linear, ou dhyána, os pensamentos se seção e as informações podem ser absorvidas sem o crivo da lâmina fria do intelecto. Não há as variantes decorrentes do tempo e espaço, o yôgin percebe tudo por uma via mais direta e sem tantas deturpações.
Dhyána é muito semelhante à própria intuição. Intuição é algo natural do ser humano e todos nós a vivenciamos em muitos momentos de nossas vidas. Algumas vezes a temos, mas nem se quer tomamos consciência de que se tratava deste fenômeno. Como por exemplo, ao estar isolado em algum lugar e sentir que algo aconteceu com uma pessoa de sua família. Você não tinha como provar, nem mesmo podia explicar como sabia, simplesmente sabia. Algum tempo depois o seu “sentimento” se confirma de maneira surpreendentemente verídica. Isso é o que chamamos de intuição.

O Mestre DeRose faz uma comparação bem elucidativa sobre o processo da mente e da intuição. Ele diz que a intuição é como pequenas estrelas, que sempre estão presentes no céu, mas não podemos vê-las durante o dia devido ao grande brilho do sol que as ofuscam. É necessário que se diminua a luminosidade, a noite chegue, para que possamos visualizá-la. Assim como a intuição que sempre está presente, mas ofuscada pela enorme quantidade de pensamentos. Assim como é necessário reduzir a luminosidade para vermos as estrelas, é a cessação dos turbilhões de pensamentos que nos permite vivenciarmos o estado de intuição.

A diferença, entre esta intuição espontânea e a meditação, é que a meditação é um processo proposital e contínuo. Alcançado através de técnicas específicas e mantido por um determinado período de tempo, ou seja, mantemos este estado intuicional constante durante o tempo da técnica. Por isso chamamos a meditação de intuição linear.
Imagine o flash de uma câmera fotográfica que quando disparado dura frações de segundos. Assim é a intuição que vivenciamos em nossa vida diária, um fenômeno que ocorre em breves instantes e sobre o qual não temos nenhum controle.

Agora imagine o flash de uma câmera filmadora, que pode ser ligado ou desligado quando se achar conveniente. Ele sempre estará lá, pronto para você desfrutar dele quando bem entender. Assim é o processo que ocorre em meditação. É um momento no qual será despertado um estado de consciência próximo ao estado intuicional só que, este irá durar enquanto você estiver no exercício.

O instante de dhyána é como um conhecimento puro, uma certeza instantânea. “Relâmpagos de consciência e compreensão transparentes e espontâneos, nascidos da experiência imediata do objeto de contemplação.”Georg Feuerstein

Texto extraído do livro do Instr. Pedro Carrer

Fonte: http://www.yogaemgoiania.com.br/meditacao_exercicio_goiania.php


Tema do mês – Intuição I

Querido aluno, o nosso tema deste mês é intuição.

Todos nós em algum momento já vivenciamos esse fenômeno natural. Neste mês intensificaremos as nossas práticas, em especial de meditação, para desenvolvermos um pouco mais a nossa intuição linear. Aproveite para ler nossa bibliografia relacionada ao assunto.

Participe também de nossas atividades complementares.

Bom mês a todos,

Instrutora Anna Bianca.

Tema do mês – bhúta shuddhi

frutas Tema do mês   bhúta shuddhi

bhúta shuddhi

“Purificação dos Elementos Materiais” é sua tradução e consiste em um período intensivo de mantras, pránáyámas, e kriyás, rígida seleção alimentar e reeducação das emoções para que o corpo não seja conspurcado com detritos tóxicos de emoções pesadas.  (DeRose)

O bhúta shuddhi faz parte da estrutura do SwáSthya Yôga Avançado, ele é a primeira fase da etapa medial. Para saber mais recomendo a leitura do livro Tratado de Yôga, do educador DeRose.

Deve ser realizado com bom-senso e apenas por um período.  Como nunca havia feito essa purificação intensiva, resolvi fazê-la por um período de sete a dez dias. Estou no final do terceiro dia, e sinto-me muito bem. Resolvi compartilhar algumas dicas com relação a alimentação para quem ficou curioso. Lembrando que estas dicas valem especialmente para  quem não come carnes e não faz uso de fumo, álcool ou drogas. Neste caso você deve consultar o seu instrutor.

Vamos às dicas:

  • Você deverá eliminar frituras, chocolates, cafeínas (café e chá preto), laticínios e refinados (açúcares, sal, etc.). Sua alimentação será a base de frutas frescas, secas e oleaginosas, verduras, legumes, leguminosas, cereais integrais. E tomar muita água.
  •  Procure variar bastante o cardápio e utilize condimentos (sem exageros), afinal a alimentação deve ser uma fonte de prazer, deve continuar sendo saborosa.
  • Seja frugal, coma pouco e várias vezes ao dia.
  • Talvez você sinta dor de cabeça no início, será devido ao período de desintoxicação, beba muita água.
  •  Utilize o bom-senso, nada de radicalismos. Você pode iniciar com menos dias, ou eliminar apenas alguns dos itens por um período.

Leia este outros textos no www.yogajoinville.com.br

Fonte: http://www.fernandarengel.com/2010/08/bhuta-shuddhi.html?m=1

Tema do Mês – bhúta shuddhi

O que é o bhúta shuddhi ?

 É a etapa de purificação intensiva do corpo e seus canais de prána, as nádis. Na terceira parte do ády ashtánga sádhana (o anga mantra), e depois na quinta parte (o anga kriyá), já demos os primeiros passos nessa tarefa. Trata-se agora de especializar e aprofundar a purificação, não apenas com mantras, kriyás, pránáyámas, mas também com uma rígida seleção alimentar, jejuns regulares moderados e com um sistema de reeducação das emoções para que o praticante não conspurque seu corpo com detritos tóxicos das emoções viscosas como o ódio, a inveja, o ciúme, o medo, etc. Também tratamos de regular a quantidade de exercício, de trabalho, de sono, de sexo e de alimentos. Há uma medida ideal para cada um desses fatores. Qualquer excesso ou carência pode comprometer o resultado almejado.

Estes e outros recursos são utilizados para deixar os canais desimpedidos, desesclerosados, a fim de que a energia possa fluir livremente quando for despertada. Caso contrário, se despertamos a kundaliní sem termos antes liberado seu caminho pelas nádis, a sua eclosão avassaladora pode romper os dutos naturais e vazar para onde não deve, causando inconvenientes à saúde.

Na verdade, seguindo as regras do jogo e a orientação de um Mestre, despertar a kundaliní é menos perigoso que atravessar a rua. Por isso, os praticantes do Método DeRose, não temem e dominam perfeitamente esse processo de desenvolvimento.

Fonte: http://oblogda5deoutubro.blogspot.com/2011/04/o-que-e-o-bhuta-shuddhi.html?m=1

Tema do mês – bhúta shuddhi

Querido aluno, o nosso tema deste mês é bhúta shuddhi que consiste na purificação intensiva do nosso organismo.

Vamos intensificar as nossas práticas, em especial de mantras, pránáyámas, e kriyás, atentando também à nossa alimentação e emoções, para alcançarmos uma limpeza diferenciado do corpo, emoções e pensamentos.

Participe com mais afinco das práticas regulares e das atividades complementares.

Bom mês a todos,

Instrutora Anna Bianca.

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